IMPORTANTE:
As inscrições pelo site estão encerradas. Agora somente na NOVAFAPI no ato do credenciamento para o evento.
Cabeça de Cuia . A Lenda
A lenda da Cabeça de Cuia conta a estória de Crispim, um jovem rapaz de origem simples que vivia na pequena Vila do Poti, hoje bairro Poti Velho, na zona norte de Teresina. Seu pai, um pescador da região, morreu cedo, ficando apenas o jovem e sua mãe. Com o passar do tempo, a mãe de Crispim ficou doente, fazendo com que ele seguisse a profissão do pai, garantindo assim o sustento da família.

Certo dia, depois de não conseguir pescar nem uma piaba sequer, Crispim volta para sua casa decepcionado. Já em casa, Crispim percebe que sua mãe havia feito apenas uma comida rala para o seu almoço, acompanhado de um suporte de boi (osso da canela do boi).
Devido ao fracasso durante a pescaria e a fome que trazia dentro de si, Crispim enfureceu-se com aquela miséria e culpava a própria mãe por aquela situação.
Jazendo de fome e raiva, em um ato de loucura, Crispim, com o osso, golpeia a cabeça de sua própria mãe e a deixa a beira da morte. Muitos falam que, de onde deveria sair o tutano do osso do boi, saía apenas o sangue da mãe.
Ensangüentada, aquela senhora, porém, antes de falecer, lança uma praga contra o seu filho. A maldição rezava que Crispim iria se transformar em um monstro aquático, com uma enorme cabeça cujo formato seria de uma cuia. Ainda dizia que ele vagaria de dia e de noite e somente seria liberto de tal maldição após devorar sete virgens de nome Maria.
Enlouquecido pelo seu ato e pela praga lançada pela mãe, Crispim corre em direção ao rio Parnaíba, jogando-se em suas águas e morre afogado. Para espanto de todos, o corpo daquele amaldiçoado homem nunca foi encontrado e, até os dias de hoje as pessoas mais antigas proíbem suas filhas virgens, de nome Maria, de lavarem roupas ou se banharem no rio, principalmente em época de cheias.
Chamado pelos moradores da região de Cabeça de Cuia, o suposto monstro das águas do rio, além de procurar as tais virgens, mata banhistas e, por vezes, tenta virar as embarcações.
Outras pessoas afirmam que Crispim, conhecido como Cabeça de Cuia, procura as mulheres por acreditar que alguma delas, na verdade, é sua mãe que veio às margens do rio Parnaíba para lhe perdoar. Entretanto, ao se aproximar, ao se aproximar e perceber que se trata de outra mulher, ele se irrita e mata a coitada.
O fato é que, o Cabeça de Cuia, até hoje, não conseguiu comer ninguém!
Em 2003, a Prefeitura Municipal de Teresina instituiu o Dia do Cabeça de Cuia, para ser comemorado na última sexta-feira do mês de Abril, firmando assim, a lenda do Cabeça de Cuia como um folclore tipicamente piauiense.


